LONDRES–(BUSINESS WIRE)–A maioria das empresas pesquisadas para um estudo da Economist Intelligence Unit (EIU) e do Cybersecurity Tech Accord divulgado hoje ve os ataques ciberneticos promovidos e liderados pelo estado como uma grande ameaca. Elas estao preocupadas com as consequencias catastroficas para a reputacao e financeiras e clamam por uma maior cooperacao politica internacional para mitigar essas ameacas.

A pesquisa foi conduzida entre novembro e dezembro de 2020, antes do pernicioso ataque cibernetico a empresa de software SolarWinds vir a tona. Esse ataque foi um momento de avaliacao para muitas organizacoes sobre os desafios apresentados por ataques ciberneticos liderados e patrocinados pelo estado, mas, como revela a pesquisa, muitas empresas ha muito tempo estao cientes da crescente ameaca.

Nos ultimos anos, os ciberataques liderados ou patrocinados por estados transformaram o ciberespaco. Este conflito crescente online foi acelerado pelas consequencias de amplo alcance da COVID-19. Na verdade, quase 8 em cada 10 entrevistados afirmam que a pandemia aumentou a probabilidade de um ataque cibernetico liderado ou patrocinado pelo estado contra sua organizacao.

Os resultados mostram que os lideres do setor privado esperam que as ameacas ciberneticas por parte de atores estatais aumentem nos proximos anos e querem que os governos implementem solucoes politicas eficazes em nivel nacional e internacional. Em mais detalhes, as principais conclusoes do estudo sao:

  • Ataques ciberneticos liderados e patrocinados pelo estado sao uma fonte de grande preocupacao para organizacoes privadas. Oitenta por cento dos entrevistados estao preocupados com o fato de sua organizacao ser vitima de um ataque cibernetico em um estado-nacao, com a maioria dizendo que essa preocupacao aumentou nos ultimos cinco anos.
  • As empresas esperam que as ameacas ciberneticas de atores do estado-nacao aumentem nos proximos cinco anos e fiquem atras apenas do crime organizado. Isso seria um acontecimento grave, visto que os estados tem recursos significativos e ferramentas e tecnologias avancadas, que podem ser posteriormente reutilizadas por outros invasores.
  • Existe uma falsa sensacao de seguranca. 68 por cento dos executivos sentem que suas organizacoes estao “muito” ou “completamente” preparadas para lidar com um ataque cibernetico. Charles Carmakal, vice-presidente senior e diretor de tecnologia da FireEye e um dos especialistas entrevistados pela EIU, sugeriu que a maioria das organizacoes nao tem experiencia tangivel em lidar com tais ameacas porque raramente sao os alvos principais desses ataques. O recente hack da SolarWinds pode obrigar mais organizacoes a pensar sobre como reduzir os riscos.
  • O aumento do investimento corporativo em seguranca cibernetica e crucial, mas a acao do governo, nacional e internacionalmente, e necessaria. 6 em cada 10 executivos dizem que seu pais oferece apenas um nivel medio ou baixo de protecao e que uma cooperacao economica e politica internacional mais forte e essencial para enfrentar os desafios e cultivar um ambiente online mais seguro e estavel.

“Recentes ataques liderados e patrocinados pelo estado servem como um poderoso lembrete de um problema crescente que e grande demais para ser ignorado”, disse Brad Maiorino, vice-presidente executivo e diretor de estrategia da FireEye. “E necessario que haja uma mudanca fundamental no planejamento de seguranca, alem dos esforcos de qualquer organizacao, e essa mudanca requer acao proativa e cooperativa do governo e da industria.”

“Embora os ciberataques sejam uma ameaca silenciosa, eles podem ter efeitos devastadores e duradouros em nossa sociedade. Dada a recente escalada de tensoes no ciberespaco, a cooperacao entre governos esta se tornando cada vez mais complicada a medida que os sistemas politicos diferem e a competicao tecnologica aumenta”, disse Marietje Schaake, presidente do CyberPeace Institute. “Esta pesquisa e um importante apelo a acao para que os governos democraticos avancem e pensem mais inclusivamente sobre o tipo de assistencia cibernetica que fornecem para proteger as empresas em setores-chave e, em ultima instancia, os civis.”

Desde o seu inicio, o Cybersecurity Tech Accord destacou esta situacao preocupante, convidando os governos a proteger o ambiente online e evitar o uso da internet como um dominio de conflito, diretamente ou por meio de terceiros. Como uma voz da industria e defensor ferrenho de um comportamento responsavel no ciberespaco, o Cybersecurity Tech Accord tem constantemente chamado os governos a fazerem mais para se defender contra as ameacas ciberneticas online, respeitar a lei internacional e implementar as normas internacionais de seguranca cibernetica.

“Como uma coalizao de mais de 150 empresas globais de tecnologia, estamos muito preocupados com os ciberataques patrocinados pelo estado, que estao se tornando cada vez mais frequentes e sofisticados. Algo precisa ser feito em breve”, disse Annalaura Gallo, secretaria do Cybersecurity Tech Accord. “Esta pesquisa mostra que as empresas veem os ciberataques liderados e patrocinados pelo estado como uma questao urgente que exige que os governos ajam nacional e internacionalmente. Precisamos de um acordo nas Nacoes Unidas e do envolvimento das empresas e da sociedade civil por meio de foruns com varias partes interessadas, como a Chamada de Paris por Confianca e Seguranca no Ciberespaco. Esperamos que os resultados da pesquisa sejam o inicio de uma conversa mais ampla e global sobre este importante topico.”

A pesquisa foi direcionada a mais de 500 executivos de nivel diretor ou superior de empresas na Asia-Pacifico, Europa e Estados Unidos, familiarizados com a estrategia de seguranca cibernetica de suas organizacoes e representando uma ampla gama de setores, liderados por TI e tecnologia, varejo e bens de consumo.

Para obter um resumo das principais conclusoes do relatorio, consulte o infografico aqui e, para obter todos os detalhes, clique aqui.

Para saber mais sobre o Cybersecurity Tech Accord, visite www.cybertechaccord.org.

Sobre o Acordo de Tecnologia de Ciberseguranca: Em abril de 2018, 34 empresas globais de tecnologia e seguranca assinaram o Cybersecurity Tech Accord, um acordo divisor de aguas e um compromisso publico para proteger e capacitar os civis online. Desde entao, essa iniciativa se tornou o maior esforco liderado pelo setor de seu tipo, com mais de 150 empresas signatarias em todo o mundo se comprometendo a melhorar a seguranca, estabilidade e resiliencia do ciberespaco. Mais informacoes podem ser encontradas aqui.

Sobre a Economist Intelligence Unit (EIU): A EIU e a divisao de lideranca, pesquisa e analise do The Economist Group e lider mundial em inteligencia de negocios global para executivos. A EIU revela novas perspectivas futuras com acesso a mais de 650 analistas e editores especializados em 200 paises em todo o mundo. Mais informacoes podem ser encontradas aqui.

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